Prémio Nacional de Banda Desenhada já tem vencedores

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©António Jorge Gonçalves
  • Data

    29.06.26

António Jorge Gonçalves, Luís Moreira Gonçalves e Felipe Parucci, assim como a equipa formada por Ana Matilde Sousa, Ana Simões, André Nóvoa e Hugo Soares, são os vencedores da primeira edição do Prémio Nacional de Banda Desenhada (PNBD).

Depois de analisadas 11 candidaturas ao Prémio Carreira, 15 candidaturas ao Prémio Obra do Ano e 19 candidaturas ao Prémio Inovação em Banda Desenhada, o júri, composto por Sara Figueiredo Costa, Pedro Cleto e Sara Ludovico, deliberou sobre os galardoados nas três categorias por unanimidade.

«Os autores distinguidos demonstram a diversidade, a qualidade e a capacidade de inovação da banda desenhada portuguesa. O Prémio Nacional de Banda Desenha reconhece esse talento e contribui para uma maior visibilidade da criação artística nacional, dentro e fora de Portugal», afirma a Ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes.

O Prémio Carreira distingue António Jorge Gonçalves, pela trajetória «permanentemente inovativa e eclética, que nunca estagnou ou se acomodou a um tipo de traço». O júri destaca o trabalho experimental do autor com cores, materiais e linguagens narrativas, assim como a forma consistente com que tem refletido sobre os limites e possibilidades da BD.

O Prémio Obra do Ano é atribuído a Dormindo entre Cadáveres, de Luís Moreira Gonçalves e Felipe Parucci. A edição da Zigurate é descrita pelo júri como «um testemunho muito relevante sobre a pandemia da COVID-19 no Brasil, particularmente no espaço amazónico», construído a partir de um registo pessoal e crítico que não reduz personagens a meros veículos de informação.

O Prémio Inovação em Banda Desenhada é atribuído a Rumo ao Eclipse, de Ana Matilde Sousa, Ana Simões, André Nóvoa e Hugo Soares. O júri descreve a obra editada pela Chili Com Carne como «um jogo de role play a partir de um livro de banda desenhada pré-existente», que expande as possibilidades do meio sem o simplificar, antes tirando partido das suas lógicas narrativas.

Cada categoria tem um valor pecuniário de 10.000 euros. O Prémio Obra do Ano inclui um apoio adicional de 1.500 euros para a deslocação dos vencedores ao Festival Internacional de Banda Desenhada de Angoulême, em França. Os galardoados vão receber os prémios numa cerimónia.

Fonte: MCJD - Assessoria de Imprensa

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